E no meio da tarde
Eu percebo o silêncio
E me percebo só
No meio do nada
Tudo pára
Nada respira
- tudo é nada -
E eu no meio
Ouço o silêncio
Passar em meu ouvido
Sinto o vento
Que não passa
Vejo as coisas
E são só coisas
- e são só nada -
E eu no meio
E a cabeça pensa
E o corpo senta
E a vista repara
E não sei de onde
Tudo se compreende
A cabeça consente
O corpo se encaixa
A vista se acerta
E então, no meio do nada
Do nada o nada vai
E na sala,
Depois de nada,
Do nada
Eu volto a mim.
Eu percebo o silêncio
E me percebo só
No meio do nada
Tudo pára
Nada respira
- tudo é nada -
E eu no meio
Ouço o silêncio
Passar em meu ouvido
Sinto o vento
Que não passa
Vejo as coisas
E são só coisas
- e são só nada -
E eu no meio
E a cabeça pensa
E o corpo senta
E a vista repara
E não sei de onde
Tudo se compreende
A cabeça consente
O corpo se encaixa
A vista se acerta
E então, no meio do nada
Do nada o nada vai
E na sala,
Depois de nada,
Do nada
Eu volto a mim.

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