Há intencionalidade em tudo!
Eu adoro dizer verdades pontuais e dirigidas de forma dissimulada e aparentemente ingênua. Adoro! Transformo algo muito bem pensado, intencionado e dirigido em metáforas indiretas... transformo uma coisa que poderia ser sagaz em um simples comentariozinho ou exemplo ingênuo – aí o outro (este sim ingênuo de verdade) acredita que teve um “insight”, ou nota curiosamente que “nossa, eu até poderia me encaixar nesta situação totalmente hipotética!”.
É, eu sou boa nisso. Sempre fui boa atriz.
Se faço por mal? Claro que não! Nunca. Mas sempre faço com a intenção de cutucar a ferida. Sei lá, este é o meu jeito de apontar os problemas, facilitando, conseqüentemente, que se chegue à resolução. Juliana’s way of act.
Não gostou? Se sentiu traído? Se sentiu analisado, julgado e induzido? Bem, o que posso dizer? É uma pena. Na certa isto vai causar um receio duradouro em uma boa leva de amigos. Dane-se.
(Ando ultimamente muito fechada para críticas – quando não, indiferente. É o tal do “dane-se” de novo).
Qual a minha intenção com este post? Deve ser pirar você. Te deixar com um pé atrás comigo. Te fazer ter mil inquietações da próxima vez que eu te disser algo que sirva como uma luva. Te levar a questionar se eu realmente falei sem querer ou se eu estou camuflando de novo. Quero te fazer desconfiar de mim. Nossa, acho que eu quero me boicotar!
Será que isto tudo é uma forma disfarçada que eu arranjei contra mim mesma para me apontar algo que eu não esteja conseguindo ver? Mas o que? Nossa, acho que vou precisar que você me diga... ah, mas de forma clara, por favor! Não sou boa com metáforas...
(Mentira, caiu de novo! Eu devo estar fazendo isso intencionando te desviar da real intenção. Ou não. Nem eu sei mais!)
Cara, eu tô ficando boa nisso... e louca também!

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