Chegando da balada agora.
Esperando meu pai desocupar o banheiro pra poder escovar os dentes e dormir.
Então, o irrealizável antes aconteceu.
Toda a surpresa, a ansiedade, a adrenalina, a nóia... nada disto, de antes, estava presente.
O que há, afinal, de tão atraente em uma balada? O karaokê de antes, só com os amigos, num barzinho que só tinha velhos (rs...) estava bem legal. Só nós, "los três hemanos", desafinando bonito, pra todo mundo ver.
Aí a balada - a tão esperada balada. E sim, foi tudo de acordo com os conformes, como o planejado, como o desejado. E não, não teve aquela emoção de antes.
Tão blasé.
Tão fútil e tão vazio e tão sem conteúdo. Sabe? Uma coisa fraca? Sem gosto? Tanto faz como tanto fez? Foi isso.
É Jú, você está ficando velha, está ficando idiota. Não dá mais valor pras coisas sem sentido.
Eu quero sentir aquela coisa.
Sim, ainda que mais difícil (de se conseguir), eu quero agora com sentimento.
Quero sentir carinho.
Você pode me dar carinho?

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