Voltar a escrever.
Parei tanto tempo de me pôr nas folhas. Parei por um tempo de pensar tão profundamente em mim.
Quando escrevo, me penso, me construo, me desenho. Me torno.
O desafio de voltar a me olhar nos olhos.
De me materializar em papéis.
De tirar de mim o grito e o eco.
De me ver bela e clara, dançando entre as linhas.
Enfim, tirar da boca o gosto amargo da tinta.

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