Eu não sou um vegetaL

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terça-feira, 17 de maio de 2005

Pressão baixa
Vim pra cá, o estômago doendo, uma fraqueza, até um pouco tonta. Nossa!
Seria psicossomático? Talvez. Talvez seja apenas falta de alimento. Mas como comer quando não se está com fome? A ausência de fome seria psicossomática? Não sei. Eu sem fome realmente é estranho. Mas também, né!
Bom, porquê vim aqui...

Vontade de escrever, sei lá. Falar. Falar com vocês, falar comigo.
Estou sentindo falta de todo mundo ultimamente (isto também seria psicossomático?).
Saudades das minhas amigas, do meu amigo, da minha família.
Eu queria voltar no tempo, mais uma vez. Não que eu já tenho voltado – impossível, não – mas já o desejei muitas e muitas outras vezes.
Dessa vez queria voltar pra rever todo mundo, sem ter que fazê-lo nos dias de hoje. Não que não queira vê-los; apenas não quero voltar para este contexto. Qual contexto? Dois pontos:

Eu fora de casa, fora da cidade
Minhas amigas/amigos todos também atarefados, todos também adultos
Minha família... pesada. Nossa, como ela se tornou pesada!
Minha vida em São Paulo, meu quarto, meus locais preferidos... tudo sob um outro ponto de vista, tudo adquiriu um novo sentido.
Se não fosse pelas pessoas, pela sensação que deixaram em mim, não voltaria.
Sim, eu tenho saudades de São Paulo e eu já reparei que este é o lugar ao qual pertenço e sempre vou pertencer e amar por toda a minha vida. Mas eu estaria disposta agora a matar ou disfarçar a saudade deste lugar apenas viajando para outros. Seria tão bom. Não ter lugar. Viajar, viajar. Conhecer as coisas boas de lá, conhecer as pessoas boas de lá e depois... partir. Pra nunca mais voltar. Apenas deixar saudades e levar lembranças. Boas lembranças. Seria bom. E levaria comigo, no interior do “migo”, todos vocês. E seria muito bom. Eu enviaria-lhes postais mostrando os belos lugares por onde passei e contando das novidades que aprendi, dos sabores que testei. E seria muito bom. E vocês se recordariam de mim, sempre me teriam – através de postais – seria sempre uma lembrança boa, eterna e constante.
E é assim que eu amo vocês. Cara, nunca senti tanto sua falta! Nunca desejei tanto viajar.
Vou vivendo minha vida pacatamente – bem pacatamente. Mas eu vivo assim. Não é? Seria o negócio se deixar levar? Seria isso psicossomático? Bem.

3 Comments:

At 19/5/05 01:00, Anonymous Anônimo said...

um filme me disse

eu já voltei no tempo....aliás, moro num lugar do passado.
um filme me disse um provérbio "coração que suspira não tem o que deseja", meu deus! suspirei minha vida inteira...
Não foi em vão
Vivo de histórias
Elas são minha vida
e quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar.
Não tive Rosa na minha vida
mas até hoje elas vem me contar.
Que no mundo haja muitas Rosas !!

 
At 19/5/05 01:04, Blogger  said...

poul... vamos comigo procurar a
Passárgada?

*seria isto mais um suspiro?

 
At 21/5/05 23:14, Anonymous Anônimo said...

a vitalidade do suspiro:

"mais vale um pássaro na mão. ao bom entendedor..."
e reafirmo: que haja Rosas no mundo

 

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